Educandário já acolheu as duas crianças
Bebês gêmeas abrigadas no Parque de Exposições são separados da mãe por medidas protetivas. Outro menor de cinco anos, também está sendo acompanhado pelo mesmo motivo. As medidas autorizadas pela Justiça foram necessárias para garantir a segurança e saúde das crianças.
As meninas gêmeas, de 8 meses, estão há 5 dias acolhidas pelo Educandário Santa Margarida. As garotinhas de olhos claros e cabelos escuros foram afastadas da família, durante o período em que estavam no abrigo no Parque de Exposições.
Depois de sucessivas visitas ao box onde a família das gêmeas ficava, a equipe de assistentes sociais verificou que elas não estavam sendo bem cuidadas. As menores sempre eram encontravam sujas. A situação se agravou quando a mãe, que tem 16 anos sofreu agressão do companheiro, dentro do abrigo público.
A rede de proteção à criança composta por assistência social, Ministério Público, Conselho Tutelar e juizado interferiu no caso tomando medidas protetivas. A Justiça autorizou e as gêmeas foram levadas ao Educandário e, segundo a diretora da unidade, estão bem, principalmente no que se refere a situação de saúde.
“Elas chegaram aqui muito gripadas, com febre e, pela receita que trouxeram, estavam doentes desde o dia 5 de março. Recebemos as crianças na semana passada com medicação ainda intacta. Isso significa que não estavam tomando remédio. Assim que chegaram providenciamos médico, passaram por exames, estão sendo medicadas e estão ótimas”, disse a diretora do Educandário, Rita Batista.
Segundo a secretária de Assistência Social de rio Branco, Dora Araújo, a mãe das meninas aparentemente tem “problemas psicológicos” e vai ser acompanhada por especialista. A família não aceita a separação e tem visitado o educandário protestando contra a situação. “Nós temos que acolher e acolher bem e a família, às vezes, acha que nós é que tomamos a criança. Nós só cuidamos enquanto tramita a questão na Justiça”, completa a diretora.
Pouco depois de encaminhar as meninas gêmeas para o Educandário Santa Margarida, a rede de proteção à criança recebeu nova denúncia. Agora, um menino de 5 anos estaria em situação de risco.
A mãe do menor deixava o garoto sozinho no box e os vizinhos sempre encontravam a criança perambulando desacompanhada pelo Parque. O menino passou por exame de corpo de delito, mas não foi constatada violência.
A Justiça autorizou a permanência do menor com a mãe, mas a família está sendo acompanhada com mais atenção. Segundo a secretária de Assistência Social, os casos ocorridos dentro do abrigo instalado no Parque refletem a realidade dos bairros carentes da Capital.
Mas, graças ao conjunto de instituições da rede de proteção à criança, os encaminhamentos foram tomados com mais rapidez. “A família quando vem pra cá fica em situação de vulnerabilidade maior do que estava no bairro, e isso se estende mais para as crianças e adolescentes. Às vezes as mães descuidam e quando identificamos essas situações acionamos toda a rede”, explica. No Parque, ainda estão abrigadas 2,9 mil pessoas, sendo 1,5 mil crianças e adolescentes.


