Nilberto foi morto em maio deste ano
Nesta quinta-feira (13), o juízo da 4ª Vara Criminal da Comarca de Rio Branco julgou e condenou os réus K.C.doN e R.A.S a penas que, somadas, totalizam 47 anos de reclusão, em regime inicial fechado.
Eles foram condenados pela prática do crime de latrocínio contra o gerente de produção de uma fábrica da capital, Nilberto Monteiro da Silva, 43. Também foi negado o direito de apelar em liberdade.
De acordo com os autos, o crime teria sido cometido com requintes de crueldade, uma vez que os réus teriam primeiro imobilizado a vítima durante ato sexual, amarrando-a em seguida e finalmente inserindo em sua cavidade bucal uma “meia esportiva”, provocando-lhe a morte por “asfixia mecânica por sufocação direta”.
Após o crime os acusados teriam empreendido fuga com vários objetos e produtos eletrônicos, além do próprio automóvel da vítima; caracterizando, assim, a prática de latrocínio – quando o homicídio serve como meio para a concretização do crime de roubo.
Entenda o caso
O corpo de Nilberto Monteiro da Silva, 43, foi encontrado por amigos na madrugada do dia 9 de maio deste ano dentro da casa dele, no bairro Jardim El Dourado.
A vítima estava com o rosto desfigurado, com muitas marcas de espancamento pelo corpo. Segundo amigos, Nilberto teria saído no sábado e retornou para casa, mas no domingo não se comunicou com ninguém.
“No domingo, a gente costumava se reunir na casa da irmã dele. Tentamos contato o dia todo, até as 11 e não conseguimos. Aí viemos às 5 da manhã abrir a casa”, disse a amiga Patrícia Filgueiras.
De acordo com a amiga de Nilberto, o quarto estava revirado. Além do carro modelo Fox, outros objetos também foram roubados. O crime aconteceu em maio deste ano.


