Problemas no atendimento motivam recomendações
O Ministério Público Federal (MPF) fez uma série de recomendações aos gestores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em Rio Branco. Uma vistoria do MPF constatou o que há muito tempo a população já sabia que o órgão não atende à demanda com eficiência e, por isso, é alvo de muita reclamação.
Nas duas agências do INSS de Rio Branco, a reclamação é sempre a mesma: demora no atendimento. “Outro dia cheguei aqui às 7:30 e só saí 12:30 e não resolvi meu problema. Hoje espero que seja resolvido”, disse a desempregada Hilsa Valentins.
Para Francisco Batista, a resposta ao problema é mais política do que gerencial. “Fila tem em todo país. Onde não tem fila no Brasil? O que falta pra nós é político, porque nós não temos”, reclama.
O MPF fez várias recomendações aos gestores do INSS de Rio Branco. Uma série de medidas visando solucionar as deficiências do órgão deve ser tomada em até 30 dias. Segundo o documento (que já foi recebido pelos representantes das agências), mudanças na comunicação visual e orientação pessoal devem ser promovidas.
A proposta é de garantir às pessoas idosas, com deficiência, gestantes e mães com bebês de colo, o direito ao atendimento preferencial.
Mas, segundo o gerente da agência central, Kennedy Afonso, o número de servidores hoje é insuficiente para atender à demanda do órgão. Em média, são feitos 300 atendimentos por dia, sendo 80% de pessoas que tem prioridade, como idosos.
Outro problema segundo o gestor, é que a população não usa outros canais disponíveis pelo INSS, como a internet e o número de telefone 135. De acordo com ele, muitos serviços podem ser feitos por esses canais, mas os usuários não os utilizam.
Dentre as recomendações feitas pelo MPF, está a ampla divulgação do agendamento eletrônico ou pelo telefone 135. Outra orientação é para que as agências esclareçam as pessoas com prioridade sobre o direito ao atendimento preferencial e que assentos suficientes sejam providenciados para esse público.


