Familiares de mortos continuam recebendo benefício
A gerência do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) de Cruzeiro do Sul se reuniu na manhã desta quarta-feira (2) com representantes de cartórios, funerárias, Polícia Federal e órgãos de Saúde do município para definir o projeto de combate à prática do recebimento indevido de benefício após morte.
Ainda este ano, 85 processos serão encaminhados à Polícia Federal. Todos pelo crime de estelionato previdenciário. De acordo com a denúncia, é comum que após o falecimento do beneficiário os familiares não comuniquem ao INSS, e assim, eles continuam recebendo o beneficio. Os casos são ainda mais comuns nas áreas rural, urbana e ribeirinha que ficam distantes do centro de Cruzeiro.
“Essa prática é crime, não pode ser realizada. Então, idealizamos um projeto para que viesse alcançar isso e a população tenha mais conhecimento sobre o assunto, para que procedam realmente com o que deve ser feito, de forma legal”, disse o Gerente da Agência do INSS de Cruzeiro, Fernando Júnior.
Em 2014, a situação foi ainda mais grave: mais de 100 processos foram encaminhados à PF . Em alguns casos o ressarcimento dos valores foi a solução.
Para o gerente do INSS do município, a denúncia é forma mais rápida de por fim a essa prática. “As pessoas que têm o conhecimento desta situação devem proceder com a denúncia pelo número 135, diretamente na agência ou órgãos de controle. Também pode ser feito de forma anônima”.
Já o registrador de cartório Cleber Correia acredita que o registro de óbito pode repercutir em outros benefícios. “A partir do momento que a pessoa comparece ao cartório e faz o registro de óbito, algum direito que ele não teria mais direito é cancelado. Mas, também pode gerar direitos, ele pode com a certidão de óbito ter acesso a algum direito, então daí a importância de se registrar o óbito no prazo legal, que são três meses”.


