Marcação de cirurgias e exames são gargalos
O Conselho Distrital Indígena (Codisi) reuniu representantes de oito municípios do Acre, Amazonas e Rondônia. No encontro, a principal discussão foi a prestação de contas dos recursos aplicados na saúde indígena em 2014.
Os ‘velhos’ problemas ainda persistem. Francisco Jamamadi afirma que os recursos existem, mas a aplicação não é feita nos locais que realmente necessitam. “Tudo que a gente planejou para este ano não foi cumprido”, argumentou o indígena amazonense.
Entre as principais queixas estão a demora na marcação de cirurgias e exames no Hospital das Clínicas (antiga Fundhacre). Além disso, a Casa do Índio entrou em reforma há vários anos e ainda não foi concluída. No prédio provisório, as precárias condições do espaço já se transformaram em rotina.
“Existe a expectativa de inaugurar a Casai na próxima sexta-feira, mas a gente sabe que isso não resolve o problema. A falta de medicação é uma realidade e falta acompanhamento para casos de doença que o tratamento é mais demorado”, apontou o presidente do Codisi, Sabá Manchineri.
Insatisfeitos com a atuação gestão da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), Manchineri afirma que um possível pedido de saída da atual direção não está descartado. “Tudo depende da decisão do nosso conselho, se esse for o entendimento, vamos apresentar a proposta”, finalizou.


