Capital: taxa de desocupação teve crescimento de 2 p.p
Os dados da Pesquisa por Amostra de Domicílios do IBGE, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, revelam que vem aumentando, desde julho de 2014, o desemprego no Acre. Em Rio Branco, a maior referência para a coleta de dados, houve um crescimento de 2 pontos percentuais na taxa de desocupação.
O IBGE mede por trimestre e, na Capital, os números ficaram assim: de julho a setembro de 2014, a estimativa foi 8.1; de abril a junho 9,9 e entre julho e setembro chegou a 10.2.
As áreas de Comunicação e Imobiliária foram as que mais demitiram, depois vem agricultura, pecuária e pesca. As demissões alcançaram ainda pontos da Saúde e Educação.
Com as taxas de desocupação crescendo, mudou o perfil do mercado. Cresceu o número de pessoas que foi trabalhar com a família e nos setores de alimentação e alojamento. Ampliou em 4 pontos percentuais o número de trabalhadores domésticos, uma área que antes era ocupada por mulheres, e, naturalmente aumentou o mercado informal.
Um exemplo é o Francisco da Silva. Ele foi demitido há dois anos. Sem conseguir uma ocupação, fez um curso no Senac e começou a vender salgados no centro da cidade. Agora, nem quer saber de emprego. “Hoje eu não troco minha atividade por emprego nenhum, tenho meu horário e consigo uma renda boa, coisas que poucos empregos me oferecerão”, disse.
Os dados do IBGE apontaram números que chamam a atenção, como, por exemplo, o crescimento no número de vagas nos setores da indústria e construção. Por outro lado, no quadro de rendimentos, vem uma revelação perturbadora.
Os empregadores estão pagando menos. O rendimento habitual caiu em R$ 483 para a construção e 176 para a indústria.
Somando todos os setores, a massa de rendimento teve uma queda substancial quando se usa como referência os dados no ano anterior. Com o aumento do desemprego deixaram de circular no mercado R$ 72 milhões.


