Pesquisa mostra impacto da decisão no setor madeireiro
O Governo do Estado vai ajudar o setor madeireiro a produzir uma pesquisa que visa derrubar uma resolução do Ibama, na qual o limite de venda de uma tora de madeira passa de 45% para 35%.
Com o coeficiente de 45% já estava difícil para os empresários, essa redução pode trazer um colapso ainda maior para o setor que passa por uma crise. Das 25 indústrias que se instalaram no Acre nos últimos anos apenas 10 estão ainda sobrevivendo.
Na prática, o Ibama está autorizando o empresário a vender 35% da tora de uma árvore. Só que cada espécie tem um percentual diferente de aproveitamento. Tem espécie que pode chegar a 80%, explicou a presidente do Sindicato das Indústrias de Serrarias, Carpintarias, Tanoarias, Madeiras Compensadas e Laminadas, Aglomerados e Chapas de Fibra de Madeiras do Estado do Acre, Adelaíde de Fátima Oliveira.
O problema é que vai sobrar madeira nos pátios, porque o empresário não vai ter documento autorizando a venda. “Atualmente os 45% já trazem prejuízos, e, para não perder a madeira, muitos optaram em vender sem nota fiscal, o que é pior para o governo que perde em impostos”, argumentou.
Numa reunião com representantes do setor na manhã dessa quinta-feira, na sede da Federação das Indústrias do Acre, os empresários assinaram um convênio com o Governo do Estado.
“Recursos serão repassados para que seja feita uma pesquisa no setor madeireiro e mostre ao Ibama que esse percentual de 35% vai ajudar a fechar mais empresas, e cada espécie deve ter um coeficiente de aproveitamento”, explicou a presidente.
Os estudos começam na segunda-feira e têm um prazo de 180 dias. A equipe, composta por engenheiros florestais, tem um prazo de 180 para concluir o relatório.


