Em março de 2014, a estrada era um detalhe na água
O Corpo de Bombeiros do Acre acredita que a cheia do Rio Madeira não vá atingir a BR-364. Quem passa pela rodovia nota que os rios e igarapés da região estão próximos da estrada, mas, segundo o coronel Batista, que esteve nesses locais na semana passada, o risco de chegar até a pista é pequeno.
O oficial, que monitora o Madeira, explicou que historicamente o rio sobe o mês de março e começa a baixar em abril, e as previsões indicam poucas chuvas para a região.
No final de março de 2014, o Rio Madeira deixou o Acre completamente isolado. A BR-364 parecia um braço do rio. O manancial chegou a 25,18m e arrasou as vilas e os bairros de Porto Velho que ficam às margens. No ano passado, o rio chegou a 22 metros, mas não avançou na estrada.
Esse ano, as defesas civis do Acre e Rondônia torcem para que ele não ganhe mais volume. Na manhã dessa segunda-feira, estava com quase 20 metros. “Acreditamos que ele subirá pouco e, por isso, podemos aliviar o acriano de que o rio não vai deixar o estado isolado novamente”, relatou.
Os outros rios que ficam às margens da BR-364, como o mutum- paraná, também estão cheios e já chegaram às laterais da rodovia. “A cheia do Rio Madeira represa e essas águas, quando não cobrem a pista, podem causar desbarrancamentos”, disse.
Ainda é possível ver balsas de garimpo na região e a área de floresta que está sendo invadida pelos rios. Os pilares do lado esquerdo da ponte do Madeira foram cobertos, as obras continuam nas cabeceiras, onde a correnteza ainda não oferece riscos.


