Calçadão Raimundo Escócio foi objeto de análise
Técnicos do Serviço Geológico do Brasil realizaram nesta sexta-feira (26) vistoria em áreas que estão desbarrancando em Rio Branco. O objetivo é elaborar um diagnóstico apontando medidas que amenizem o problema.
A vistoria do Serviço de Geologia do Brasil aconteceu em mais de cinco pontos da Capital afetados por deslizamentos de terra. Os técnicos coletaram informações com a Defesa Civil de Rio Branco que acompanhou o trabalho e também iniciaram o relatório técnico fotográfico.
A presença dos profissionais chamou atenção dos comerciantes do Calçadão Raimundo Escócio, um dos locais afetados por desbarrancamento.
Para os trabalhadores que tiveram a calçada reduzida após a última cheia do Rio Acre, a expectativa é que o poder público encontre uma saída ao problema. Segundo a gerente de loja, Neide Souza, as vendas caíram 70% com a intervenção da calçada. “Câmera, fotografia não resolve nada, o que resolve é atitude por parte do governo e da prefeitura”, disse.
O resultado da vistoria será repassado à Prefeitura de Rio Branco, através de um diagnóstico sobre as áreas mais críticas. Os geólogos vão apresentar também sugestões do que pode ser feito para reduzir os desbarrancamentos.
Mesmo com as orientações, os geólogos alertam que os locais de risco para a população precisam ser monitorados. “Essa é uma questão que requer remediação e discussões sobre as áreas que podem ou não ser ocupadas, drenagem eficiente, e estudos geológicos e geotécnicos aprofundados”, disse o geólogo Renato Ribeiro.
Para a Defesa Civil de Rio Branco, a conclusão da vistoria vai embasar ainda mais as ações que o município precisa desenvolver. “Vai servir na nossa tomada de decisão no ponto de vista de medidas que podem ser tomadas para evitar ou prevenir a continuidade desse processo, ou se realmente é um processo natural e as medidas que devem ser adotadas”, disse o coordenador da Defesa Civil, coronel George Santos.
Segundo os geólogos, as ocupações em áreas de risco não seriam mais um problema a ser resolvido, se medidas preventivas tivessem sido tomadas décadas atrás.


