Acionistas avaliam processo de produção do frigorífico
O frigorífico da Dom Porquito está em processo de adaptação e regulação de maquinário e formação de mão de obra. Mas, isso não significa que a comercialização já não esteja sendo realizada: há clientes regulares no Amazonas, Roraima e Rondônia.
Ontem, ao grupo de sete acionistas do empreendimento (incluindo o braço estatal, a Agência de Negócios do Acre) passou o dia inteiro visitando cada parte do processo de produção no frigorífico.
A estrutura da Dom Porquito, utilizando toda capacidade produtiva do maquinário, tem capacidade de abater 1,6 mil cabeças de suíno por dia. É uma escala que não tem sintonia com a outra ponta da cadeia de produção: a engorda.
Os atuais 26 produtores e mais outros 100 vinculados à cooperativa têm sido orientados a atender à necessidade de aumento da eficiência. Para isso, os acionistas anunciam que vão priorizar a construção dos galpões para engorda (normalmente são três meses para que o animal alcance de 100 a 115 Kg).
Mas, enquanto a estrutura não está em plena capacidade produtiva, novidades em cortes de suínos já são sugeridas. “Estendemos que quanto mais específico o corte, mais valor agrega ao produto”, pontua o presidente da Agência de Negócios do Acre, Inácio Moreira. “A peça de pernil inteira tem muito valor no fim de ano, mas agora podemos ter outras variações de cortes, gerando produtos novos”.
Em março, o Ministério da Agricultura deve liberar o SIF para exportação. Os mercados da Bolívia e Peru já foram anunciados como “estratégicos” para o empreendimento.


