Crise se intensifica na unidade de Cruzeiro
O trabalho vem sendo realizado normalmente pelos funcionários da unidade hospitalar Santa Casa de Misericórdia de Cruzeiro do Sul, mas não se sabe até quando. O problema é que os mais de 50 funcionários da instituição denunciam que não estão recebendo os seus salários há quase quatro meses.
No final do ano passado, segundo eles, foi apertado, principalmente para aqueles que têm apenas esse vínculo empregatício. A técnica em enfermagem Valdete Thaumaturgo trabalha no local há 16 anos, e conta que não eram comuns os atrasos de pagamento na Santa Casa. “O que todo mundo quer aqui é que dessem uma explicação, fizessem uma reunião, dessem uma explicação do que tá acontecendo”, disse a técnica.
Os funcionários querem explicações sobre o atraso de seus vencimentos e alegam não estarem recebendo essas informações do diretor da unidade.
A Santa Casa recebe de acordo com a produção e como nos últimos meses a unidade não tem atingido o teto de internações, o valor do repasse tem sido menor do que a necessidade para a manutenção do local.
O secretário da Santa Casa explicou que, com a saída de alguns médicos, as internações passaram de 250 em média, para 100 internações aproximadamente. O repasse é feito por meio de convênio com o SUS, e o Governo do Estado, que repassava para a instituição R$ 76 mil, com a promessa de elevar esse valor para R$ 82 mil a partir deste ano.
De acordo com o assessor especial do governo, Itamar de Sá, nos últimos dois meses o repasse não foi feito por inadimplência da Santa Casa em relação a documentações necessárias para a liberação do recurso.
“O Governo do Estado não tem relação direta com a Santa Casa, o que existe é um convênio que remete a épocas anteriores que visa o repasse mensal de um valor para a instituição, esse valor está com dois meses de atraso devido à falta de documentação por parte do hospital”, explicou o assessor.


