Depósito comprova crime do sequestro pelo trote
Um funcionário público (que não quis se identificar) caiu no crime do trote. A primeira ligação aconteceu às sete horas da manhã, quando se preparava para embarcar em uma canoa para fazer um trabalho no Rio Yaco, em Sena Madureira.
“Nós estamos com sua filha. Nós sequestramos e vamos matar ela (sic) se não depositar mil reais”, ameaçaram os criminosos. Desesperado, o funcionário público largou tudo o que iria fazer, alugou um taxi e veio para Rio Branco. “Invadi a escola e a sala de aula onde minha filha estuda”.
Mas, o desespero foi maior. Antes de chegar a rio Branco, o pai desesperado fez o depósito no nome de Greice Kelly Silva, conforme comprovante de depósito. Sem saber que estava sendo gravado pela imprensa, os criminosos fizeram novas ligações exigindo mais dinheiro.
Mais tranquilo pelo fato de saber que a filha estava viva e livre, o funcionário simulou o diálogo com os criminosos. “Nós estamos ficando mais nervosos”, ameaçavam. “Queremos mais dinheiro, senhor”.
Chorando e muito emocionado, ele lamentou. “Pensei que eles iriam matar minha filha. A gente fica logo desesperado e só pensa o pior”.
O funcionário público fez uma queixa na Delegacia de Flagrantes na manhã desta quinta-feira (12).


