Festival massifica ideia de “quebra de fronteiras”
Neste sábado (19) aconteceu em Rio Branco, a abertura do festival de cinema Pachamama, Cinema de Fronteira. Esta é a VII edição do festival, que percorre bairros e locais públicos para divulgar produções da tríplice fronteira, Brasil, Peru e Bolívia.
“Cinema sem fronteira para um mundo sem nenhuma”. Esse é o tema da sétima edição do Festival Pachamama, que iniciou no último sábado, em cerimônia promovida no Cine Teatro Recreio.
Artistas, produtores e admiradores do cinema prestigiaram em peso o evento, que contou com a exibição do longa amazonense “Antes o tempo não acabava”. A produção dirigida por Sergio Andrade é uma parceria entre o Brasil e a Alemanha e já foi vencedora de vários prêmios.
“É a história do Anderson, um indígena que veio da aldeia e agora tenta viver no ambiente urbano e a gente acompanha a trajetória dele”, explica o diretor.
O ator Anderson Tikuna ficou com o papel principal. O indígena já trabalhou em outras produções. Segundo ele, não foi difícil recontar a própria história.
“Fala minha vida, minha história por que saí da aldeia com oito anos de idade e viver o que é uma cidade. O filme traz isso pra mim, como o indígena vive na cidade”, disse o ator.
Durante a abertura do evento, o sanfoneiro Francisco Monteiro foi homenageado. Ele participou como ator principal do curta metragem Monteirinho, que também será exibido no Festival Pachamama.
Clemilson Farias, diretor da produção, explica a mensagem que ficou para quem vai assistir ao filme. “O que a gente quer e espera que as pessoas saiam com esse sentimento é apresentar o Monteirinho, mas esse aspecto do poeta que canta a realidade dele”.
Um telão com dimensões de 10 metros por 6 metros vai percorrer alguns bairros e regiões de Rio Branco, apresentando os filmes dos festivais: Cidade do Povo, Montanhês, Adalberto Sena, Ramal Bom Jesus, Aeroporto Velho e Transacreana. Também serão exibidos no Cine Teatro Recreio, Biblioteca Pública, Ufac e Teatro Barracão.
“O Festival é de 19 a 26 de novembro, a gente ta com quase 70 filmes. A gente continua com ações nos bairros de Rio Branco. Teremos seções específicas para escolas que vão acontecer aqui no Cine Recreio, com filmes sobre a questão indígena, filmes infantis, justamente pra pensar a formação do olhar. Muitos são estreias nacionais e internacionais, filmes polêmicos, de entretenimento, denúncia, mostra específica de produtoras mulheres”, explica o diretor do Festival, Sérgio Carvalho.
Mais informações da programação estão no site: WWW.cinemadefronteira.com.br


