Elas alegam exclusão de assistência básica a familiares
Dezenas de mulheres ocuparam a frente do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen) para protestar quanto às condições em que se encontram os detentos do presídio Francisco D’Oliveira Conde.
Segundo elas, após a rebelião da semana passada, foram impedidas de visitar os familiares presos. Além disso, os detentos estariam sem roupa, sem colchões, sem banho de sol e sem ventiladores.
As mulheres alegam que os detentos estão sendo perseguidos, e, por isso, querem uma providência do Iapen, uma vez que não estão conseguindo nem enviar produtos de higiene pessoal ao presídio.
“É nossa família que está lá, sem atendimento médico, se ter um colchão, até o sabonete pra tomar um banho, são quatro dias sem escovar os dentes. E a visita? Já está com três visitas que não tem”, disse a dona de casa Mila Lima.
Elas denunciaram ainda que a ala feminina foi invadida por agentes e policiais que agrediram as detentas e jogaram as roupas delas todas para fora das celas. Um vídeo gravado de dentro da unidade mostra a suposta cena das roupas reviradas.
“Dizem que as mulheres estão todas nuas, rasgaram tudo. Não têm roupa para vestir”, falou a aposentada Maria de Amorim.
Em nota, a direção do Iapen informou que as visitas foram suspensas por medida de segurança após os agentes terem encontrado cerca de 50 celulares e uma arma de fogo desmontada.
Sobre denúncia de agressão às detentas, o Iapen nega a agressão e alega que só foi utilizada força com as presas que participam do conflito e quebravam equipamentos da unidade.
A direção do Iapen reforçou ainda que está agindo dentro da legalidade e trabalha para resguardar a integridade física dos agentes, PM’s, reeducandos e visitantes.


