Quarto da mulher é dentro de uma cela
Acontece de tudo no Belo Jardim. A região é uma das mais violentas da cidade. A família de Maria Raimunda sabe como pouco essa rotina de exclusão. Mora no bairro há 25 anos.
Cansada de pagar aluguel, resolveu ocupar um espaço vazio: uma delegacia abandonada pelo Governo do Acre. O local servia de ponto de consumo de droga, prostituição e banheiro para dependentes químicos.
Ela e o esposo limparam e transformaram o lugar. Hoje, há plantação de macaxeira e hortaliças.
A assessoria da Secretaria de Estado de Segurança Pública nega que ali tenha servido algum dia como delegacia. “Aquilo ali era uma Base de Policiamento Comunitário, não era e nunca foi delegacia”, afirmou o assessor Pedro Paulo.
A assessoria disse que o prédio não está mais sob a responsabilidade da Sejusp, mas não soube precisar quem seria o responsável pelo patrimônio abandonado.


