Homicídio aconteceu em Acrelândia
O trabalhador rural Pedro Soares Carlos foi assassinado no ramal da Granada, projeto Cumaru, no município de Acrelândia em outubro de 2005. O crime até hoje está impune, por que o autor fugiu e a polícia não consegue capturá-lo.
José Wilson Alexandre de Oliveira é procurado pelo homicídio. A carteira de garimpeiro aponta para um possível paradeiro do criminoso. Ele já trabalhou e viveu no Maranhão. Outro destino do fugitivo pode ser Rondônia, onde ele teria se reencontrado com parentes.
A viúva e os filhos sofrem pela ausência do pai de família e pela falta de respostas da investigação. Carregam para onde vão as fotos de Pedro a vítima e de José, o autor do homicídio.
O crime, segundo a dona de casa Aldeni Alves, foi por um motivo banal. A vítima e o assassino eram amigos, moravam um do lado do outro e naquela noite trágica, até haviam jogado futebol e assistido à televisão juntos.
“Era por volta de uma da manhã e ele desligou a energia que vinha da casa dele. Meu marido foi lá pedir pra ele ligar. Depois de insistir José saiu pela porta da cozinha e veio pra porta da sala e atirou. Logo depois de eu ouvir o tiro, vi ele atirando no coração do meu marido, que já estava caído”, relata.
Após o crime, o assassino fugiu apenas com a roupa do corpo deixando pra trás todos os documentos pessoais. A família da vítima acredita que o homicida esteja com os documentos do irmão, que na época dos fatos era parecido com ele. Talvez por esse motivo, a polícia estaria tendo dificuldade em localizar o foragido.
O crime abalou a família, que já procurou se estabelecer em outros estados do país, mas retornou ao Acre, em busca de justiça. Além da mulher, Pedro deixou cinco filhos, entre eles Jhoni Carlos, que na época dos fatos tinha apenas 8 anos de idade. Ele lembra do pai com saudade, e hoje com 17 anos, compartilha com a mãe do mesmo sentimento: desejo de justiça. “Não pode ficar assim. Já faz tanto tempo e não tem solução. A gente quer justiça”, disse.
Prestes a completar 10 anos o crime insolúvel tira a paz da família. Eles querem ver o assassino preso, mas também ouvir dele, o motivo de ter tirado a vida de um trabalhador. “Eu quero saber o que meu marido fez pra ele. Eles nunca discutiram e ele fez isso”, lamenta.
Nossa reportagem entrou em contato com o delegado de Acrelândia e ele informou que amanhã pode dar mais detalhes sobre as investigações. O delegado Marcos Cabral também disse que as situações de foragidos no Brasil são complicadas. O país tem 26 estados e que ele mesmo já chegou a prender pessoas foragidas a cerca de 20 anos.


