Aparelho custa R$ 1 milhão e Estado não tem
A Associação Nacional dos Portadores de Hepatites trouxe para o Acre um equipamento que promete acabar com as cirurgias de biopsias para pacientes que precisam começar o tratamento da doença que atinge 80 mil pessoas no Estado.
Infelizmente o aparelho que faz o exame de elastografia vai ficar apenas dois dias em Rio Branco e fará 120 exames de pessoas que já tiveram o quando de hepatite diagnosticado.
Quando a pessoa sabe que tem um quadro de hepatite precisa começar o tratamento. Mas, antes, precisa fazer uma biopsia, que é uma pequena cirurgia para a retirada de um pedaço do fígado. Assim, os médicos ficam sabendo o comprometimento do órgão e fazem o tratamento correto.
O aparelho tem um sensor e usa apenas um gel. Na tela o técnico vê o estado do fígado e já entrega o resultado 20 minutos depois. Um dos pacientes cadastrados para fazer o exame foi o servidor público Efrain Costa, que veio do Jordão, e espera voltar ao município já sabendo como terá que curar a hepatite C.
“O que mais quero hoje é curar essa doença, por isso faço o esforço de viajar para estar em Rio Branco e aproveitar esse exame”, disse.
O equipamento é um dos pedidos dos profissionais que lutam contra a doença no Acre. Segundo o infectologista Martoni Moura, com ele acaba o sofrimento da biópsia e têm-se resultados mais rápidos nas avaliações. “É preciso vontade do Estado em comprar o aparelho que custa um milhão de reais”, relatou.
O deputado Heitor Júnior, que conseguiu trazer a equipe da Associação Nacional, já pediu ao Governo do Estado que compre o aparelho que trará mais economia quando substituir as biópsias.
Até o final do mês de julho, o Governo Federal está liberando novos medicamentos que prometem curar a hepatite C.


