Apreensões de drogas e armas são prioridade
Desde a semana passada, cerca de 300 militares do Quarto Batalhão de Infantaria e Selva(4ª Bis) realizam a ‘Operação Curaretinga 2’. A ação ocorre simultaneamente em cinco municípios acrianos.
Uma das guarnições percorre o Rio Envira, local onde recentemente índios isolados fizeram contato com aldeias da etnia Ashaninka.
Em Plácido de Castro, na fronteira com a Bolívia, o exército em parceria com a PM, realiza fiscalização na rodovia AC 40. Veículos são parados e revistados. Entre os crimes mais praticados estão o contrabando e tráfico de drogas.
“Além disso, o maior objetivo é garantir a presença do Estado na região de fronteira”, destacou major Souto Castro, oficial que coordena a operação no Acre.
As patrulhas também foram intensificadas no rio Abunã, limite natural entre Brasil e Bolívia. O manancial é utilizado como uma das rotas ilegais.
Do lado boliviano, existem inúmeras trilhas abertas em meio à mata fechada. “Os indivíduos utilizam pequenas embarcações, geralmente, à noite”, explicou o comandante do 3º Pelotão Especial de Fronteira, tenente Avena.
A embarcação do ribeirinho José Domingues foi fiscalizada pelos militares. Ele, que sempre navega pelo Abunã, apoia a operação. “Essa fiscalização é importante e traz mais segurança”, enfatizou.
A ação militar vai até o próximo sábado, 29. No Acre, são pouco mais de 2 mil quilômetros de fronteira com o Peru e Bolívia.


