“Objetivo é salvar o rio Acre”, diz idealizadora
Quem passou pela ponte metálica na manhã desta sexta-feira (7) pode observar uma cena um tanto diferente. Estudantes e professores estavam à margem do Rio Acre plantando mudas na intenção de chamar atenção da população para a atual situação do rio. A data de hoje foi escolhida devido ser o “dia do rio” segundo uma lei estadual.
A ação faz parte do projeto “Entre Dois Rios” desenvolvido por professores da Universidade Federal do Acre, alunos da Ufac e do Colégio de Aplicação (Cap), que tem por objetivo, de acordo com a coordenadora do projeto, professora Terezinha Barros, descobrir as causas do processo de assoreamento do rio e apontar medidas para diminuir os impactos.
Hellen Santos, 16, aluna do primeiro ano do Ensino Médio do Cap, é a idealizadora do projeto. A jovem conta ter tido a ideia após ver os acrianos passarem pela cheia histórica do rio no início deste ano.
“A ideia surgiu quando eu percebi que precisamos abrir os olhos. O nosso rio está muito poluído. Daqui a algum tempo não teremos água suficiente para atender à população, que só cresce”.
Ela pediu ainda que a população se conscientize. “Nós pedimos a quem mora às margens do rio que plante. Com a reposição da mata do entorno do rio, o impacto pode ser menor durante a cheia”, sugere.
O técnico da Secretária de Meio Ambiente (Sema), Clodomir Mesquita, declarou que a hora da mudança é agora. “Essa é a geração que nós sonhamos ‘consciente’, a minha geração, destruiu tudo. Estamos conseguindo chegar às escolas e aos poucos podemos reduzir alguns impactos ambientais”.
Ao lado do local onde os jovens plantaram as mudinhas há um posto de gasolina, a gerente Raiane Oliveira, se interessou pelo projeto e, para ajudar, se comprometeu a regar as plantas. “O meio ambiente depende muito da gente, do ser humano, e vendo a cena eu resolvi ajudar do jeito que eu posso”, convidou.
O projeto, segundo a coordenadora, tem 5 etapas. Esta foi a terceira. Agora, o próximo passo é mapear o rio desde a nascente até a foz. “Vamos verificar os impactos ambientais e tentar trazer soluções para salvar o rio. Mesmo tirando todas as pessoas que moram à margem do rio, tem que se planejar o que será feito com a área”, concluiu a professora.


