O coordenador da Defesa Civil Municipal de Rio Branco, tenente-coronel Cláudio Falcão confirmou, em entrevista ao Agazeta.net, que o calçadão da Gameleira será interditado para trânsito de pedestres. A medida visa garantir a segurança da população, tendo em vista que a estrutura está afetada pela erosão pós cheia e corre risco de desmoronamento. Ele prevê que pelo menos 10 localidades sejam fechadas parcialmente ou totalmente para evitar riscos de acidentes.
“Vai ser interditado para trânsito de pedestre. Nós estamos aguardando, dando um prazo, inclusive, para a empresa que cuidou da ponte metálica retirar o seu canteiro de obras. Então, quando retirar o canteiro, nós vamos isolar a área para que não tenha trânsito de pedestres e assim evitar acidentes”, explica o coronel.
Além disso, o coronel mencionou que outros pontos da cidade também serão interditados, como o Raimundo Escoce, localizado no primeiro distrito, e a rua 1º de Maio, na região da 6 de Agosto, segundo distrito. Bairros como Base, Cidade Nova, 15 e Ayrton Senna também estão sendo avaliados para possíveis interdições, devido a erosões e riscos de acidentes.
“Existem outros pontos das cidades que estão sendo interditados, nós já fizemos a interdição parcial aqui no Raimundo Escoce, no primeiro distrito. Vamos fazer lá na rua 1º de Maio, que é na 6 de Agosto, segundo distrito. No bairro da base também tem um local que a gente precisa verificar. Nós temos também a Cidade Nova, Bairro Quinze , Ayrton Senna, vários bairros que precisam de isolamento. Até na parte ali do distrito industrial, que são erosões que apareceram, precisaremos interditar parcialmente ou totalmente”, comenta Falcão.
O coordenador explica que a vazante rápida e repentina do rio Acre tem sido um dos principais motivos para as interdições, mas as fortes chuvas também têm contribuído para o surgimento de erosões em diferentes pontos da cidade. A Defesa Civil vai realizar um levantamento para classificar o risco das áreas em baixo, médio e alto, e vai interditar imediatamente aquelas consideradas de alto risco.
“Nós estamos fazendo um levantamento justamente para classificar o risco em baixo, médio e alto dessas localidades. Sempre que o risco passar do médio para alto, a gente já interdita. Isso é devido a essa vazante muito forte do Rio Acre, mas não é só isso, mas o excesso de chuvas também. A grande maioria das interdições é devido a vazante rápida e repentina do rio que vai levando seus barrancos juntos”, diz o coronel.
Com uma fila de duas mil vistorias e um grande número de pessoas abrigadas, ele esclarece que a Defesa Civil tem enfrentado um desafio logístico para atender a todas as demandas da população. Mas ainda sim, ressalta a importância de se preparar para futuras emergências climáticas, que têm ocorrido de forma mais extrema e rápida nos últimos tempos.
“Para você ter uma ideia, só de pessoas que estavam abrigadas, eram 1.100. Então, nós temos essas áreas para interditar e tudo isso é muita coisa. É por isso que um desastre dessa magnitude, não se resolve em um, dois ou três meses. Vai mais tempo. A gente fica feliz, pela baixa do Rio Acre, mas tem as consequências que é tudo isso que está acontecendo”, conclui.


