Greve de servidores da Suframa deve continuar
Depois de uma reunião com empresários locais, os servidores da Suframa Acre mudaram a tática de greve. Ao invés de atender 50 notas fiscais por dia, no qual chegava no máximo a três caminhões, os trabalhadores vão atender 15 caminhões diariamente.
Os empresários providenciaram uma limpeza no local onde os caminhoneiros estavam fazendo suas necessidades fisiológicas e vão colocar banheiros químicos. Ainda existem 200 caminhões esperando a liberação para descarregar.
Segundo o coordenador regional da Suframa-Acre, João de Deus Costa, a medida vai amenizar as dificuldades dos caminhoneiros. Muitos ficam até 15 dias esperando a liberação das notas fiscais.
“Vamos atender 15 caminhões por dia, mais os carregamentos de medicamentos e alimentos. A ideia é reduzir a fila que se estende pela BR até sexta-feira”, completou.
Nos estados da região da Amazônia, o Governo Federal concede isenção de impostos como IPI, OS-Confins e ICMS para quase todas as mercadorias. Para o empresário conseguir o benefício precisada constatação da Suframa.
Se as notas fiscais não são recebidas, as mercadorias ficam mais caras. A greve da Suframa, que já completou 29 dias vem trazendo prejuízos para o mercado acriano que já sente a falta de alguns produtos.
A greve dos servidores deve se arrastar até o dia 30 de junho quando volta a se discutir a reestruturação da autarquia. Nessa terça-feira deveria ter sido votada em Brasília uma matéria que pode derrubar o veto da presidente Dilma Rousseff, a um projeto de lei, que garantia a reestruturação do plano de cargos, carreiras e salários dos trabalhadores. No entanto a matéria só deve entrar na pauta no final do mês.
Enquanto permanece o veto, o sindicato dos servidores mantém o indicativo de greve. O que se espera é que a estrutura oferecida pelos empresários evite que o grupo se reúna e feche a BR-364 na entrada da cidade.
Nessa tarde, já se notava um clima mais tranquilo entre os caminhoneiros. Um deles, o Evaldo Silhorste, depois de 11 dias de espera, finalmente o caminhão foi liberado. Ele veio do Rio Grande do Sul.
Quando terminar de fazer a entrega em Rio Branco serão 25 dias fora de casa. “Já não via a hora de sair daqui. Quero entregar logo minha mercadoria e voltar para casa, ao mesmo tempo, vou torcer para essa greve terminar logo. Vi muitos colegas passando apertos financeiros para se manter nessa fila de espera”, concluiu.


