Consumidor é quem finda pagando carestia
Cansados dos preços abusivos cobrados nos cartórios de Rio Branco, empresários do Estado reuniram uma extensa documentação que realiza o comparativo das taxas praticadas no Acre com as taxas de outros estados do país e encaminharam para nova presidente do Tribunal de Justiça, afim de que alguma medida seja tomada.
De acordo com o presidente da Associação Comercial do Acre, Jurilande Aragão, o estudo foi realizado por um advogado contratado pelos representantes das 4 federações do Estado (Fieac, Faeac, Fecomercio e Federacre), Acisa, Sinduscon/AC, OAB/AC e pelo Creci/AC.
O objetivo é denunciar os preços abusivos cobrados pelos Cartórios de Serventias Extrajudiciais que desde 2010 passaram para iniciativa provada. “O aumento é de 400% a 500%, demasiadamente alto, o que influencia em valores de serviços de toda a cidade”, disse Jurilande.
O presidente da Acisa disse ainda que o problema vai além das taxas abusivas e cita a criação de outros documentos por muitas vezes superficiais, mas que, para o empresário, faça uma transação se vê obrigado a pagar por tal documento.
Ele explicou ainda que as taxas são como um efeito dominó, se aumenta para uma pessoa aumenta para todos. “O cartório atinge não só a nós empresários, mas principalmente a população mais pobre, aquela pessoa que precisa vender um terreno, um imóvel, ele não tem noção dos aumentos. Por isso, paga um valor alto sem mesmo questionar.”


