Alunos aprendem ideias sobre a rotina empresarial
ONG presente em 120 países desenvolve projeto em escolas de Rio Branco, para despertar o espírito empreendedor dos estudantes. Visitamos uma das turmas que montou uma mini empresa para conhecer de perto como tudo funciona.
Willian Gastino, com apenas 15 anos de idade, já é presidente de uma empresa. O nome do empreendimento que funciona em uma escola particular de Rio Branco é “Sonharte”. Bem sugestivo para o grupo de alunos/funcionários, que, tão jovens, já se portam como adultos do meio empresarial.
“Eu acho que agrega valor tanto para meu profissional como meu ético e também vai ajudar na minha carreira profissional, se for empreendedorismo que for seguir”, afirma o estudante.
Em agosto deste ano, eles eram em 60 alunos de quatro turmas do segundo ano do ensino médio, agora restaram 16, que estão convictos da missão: manter a empresa sustentável e lucrativa.
Os estudantes trabalham com a confecção de almofadas. Os retalhos de tecidos se transformam em ótimas opções para presente. O grupo se reúne todas as terças-feiras, e na sala de aula discute sobre o andamento da empresa e também confecciona almofadas. “Eu me encontrei, gosto de decorar as almofadas, é algo muito prazeroso”, afirma a estudante Yasmim Freire.
Para Yasmin Salin, que aprendeu a costurar no projeto, as lições práticas sobre o mundo dos negócios serão levadas pra toda vida. “Despertou a criatividade, ideia, amor. Por que a gente faz isso com todo amor”, explica.
Tudo faz parte de uma ação desenvolvida pela ONG Junior Achievement que trabalha com o objetivo de despertar o empreendedorismo entre jovens. No Acre, 5 escolas participam do projeto mini empresa.
“Dois empresários lá no século XIX identificaram que os alunos saíam das escolas sem ter uma noção real do mundo dos negócios. Hoje a gente consegue fechar parceria com as escolas e a gente consegue despertar o espírito empreendedor neles, e ao mesmo tempo em que se divertem, assumem responsabilidades”, explica a diretora executiva da ONG no Acre, Kesia Façanha.
O projeto conta com voluntariados do meio empresarial real. Ana Maria Sussuarana é uma delas. Trabalha no setor pessoal de uma empresa privada da capital e dedica algumas horas por semana para ensinar sobre recursos humanos.
“Além do RH a gente dá mentoria em todos os outros departamentos, mas na parte de RH a gente mostra que precisam recolher os encargos, precisam fechar folha de pagamento. Falta, ponto, tudo isso eles controlam”, explica.
Até agora, a empresa que o Willian e os colegas montaram vendeu apenas 5 almofadas, mas a produção e revenda só está começando. Eles vão promover uma feira este mês para divulgar o trabalho, que custa entre R$ 20 e R$ 25.
Um detalhe, é que cada funcionário da empresa recebe salário. O presidente já recebeu até agora cerca de R$ 10 de Pro Labore. O valor é simbólico, justifica Willian, mas dá um gostinho do que é empreender e ser recompensado.


