O Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO), encaminhado esta semana ao Congresso Nacional, propõe um reajuste no salário mínimo para 2025 em 6,37%, o que representa um novo salário de R$1.502, um aumento de R$ 90. Em entrevista à TV Gazeta, o economista Rubicleis Gomes avalia a perspectiva para o bolso da população.
“Do ponto de vista do que era feito nas políticas anteriores, tem um ganho substancial, porque está dando um aumento acima da inflação. Anteriormente, dava-se um aumento apenas da inflação. Esse ganho vai resolver o problema das pessoas que ganham um salário mínimo? Não vai, porque é um aumento muito pequeno”, afirma o economista.
Apesar disso, ele destaca que, mesmo que o aumento não seja grande, para as pequenas Prefeituras espalhadas pelo país vai causar um impacto significativo.
“Esse aumento, para as pequenas Prefeituras do Brasil, vai causar um grande impacto. Então, você dá o aumento pensando no trabalhador, mas tem que pensar em quem vai pagar o aumento. Será que as Prefeituras, o sistema de previdência, ele consegue sustentar esse aumento?”, ressalta Gomes.
O novo PLDO prevê ainda um aumento gradativo do salário mínimo com reajustes que variam na média de R$ 80 e R$ 90 a cada ano, e pode chegar ao valor de R$ 1.772 em 2028.
“Do ponto de vista de ganhos, você percebe que existem ganhos. Mas não é o necessário para você prover uma família. Como a gente consegue resolver isso sem quebrar a máquina pública?”, diz.
Na opinião de populares, esse aumento do salário mínimo não é satisfatório, visto que os produtos essenciais continuam muito à frente dos reajustes. De acordo com o policial militar Pablo Henrique, o acréscimo é muito pequeno, tendo em vista o preço dos produtos nos mercados.
“É um reajuste baixo. A gente percebe que no dia a dia temos sofrido com o aumento dos preços do supermercado, do combustível. O custo de vida tem se tornado cada vez mais alto no Estado”, conta o militar.
A possibilidade de que este valor possa ser alterado por conta de algumas variações, como a do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), está descartada, de acordo com a análise do economista Rubicleis Gomes.
“Provavelmente não. Como o governo está dando um aumento acima da inflação prevista, o melhor dos mundos é acontecer o salário mínimo de R$ 1.502, mas eu sempre tendo a acreditar que a coisa pode piorar um pouquinho”, salienta o economista.
Matéria produzida em vídeo pelo repórter Marilson Maia para a TV Gazeta


