Interpol e PF combatem agiotagem com Operação Milionários
A Polícia Federal prendeu na manhã dessa terça-feira 16 pessoas acusadas de fazerem parte de organização criminosa que emprestava dinheiro a juros para pequenos comerciantes do Acre.
A quadrilha era composta basicamente por colombianos. Nenhum dos nomes foi revelado, mas dos 16 presos apenas dois eram do Acre. O restante veio da Colômbia exclusivamente para trabalhar com agiotagem.
De acordo a Polícia Federal que trabalhou em parceria com a Interpol, a sede da quadrilha no Acre funcionava no condomínio Grean Garden, no bairro São Francisco e em um hotel da cidade que não teve o nome divulgado.
O grupo vinha atuando no estado desde o ano passado. Os colombianos eram recrutados para fazer o trabalhado de agiotagem, e, principalmente, a cobrança dos juros que era o recolhimento diário do dinheiro. Eles tinham como alvo os pequenos comerciantes, que pegavam de R$ 1.000,00 a R$ 5.000,00 e pagavam 20% de juros por um prazo de 20 dias.
A PF ainda não sabe o montante de dinheiro movimentado pela organização. Durante a operação apelidada de “milionários”, foram apreendidos: cartões de créditos, computadores e celulares.
Segundo o delegado Frederico Ferreira, a delegacia de imigração, eles vão ajudar a desvendar quem e quantos eram os clientes da quadrilha. A Interpol ajudou na investigação, já que o dinheiro para os empréstimos vinha da sede da quadrilha na Colômbia.
A operação começou depois que um colombiano foi espancado por não concordar em trabalhar com a organização. Ele procurou a PF e entregou o grupo, que, agora, vai responder por agiotagem e formação de quadrilha.
Os dois acrianos tinham trabalhos distintos dentro da organização: o primeiro ajudou a montar as bases em Rio Branco e no interior do Estado. O segundo era o responsável pela lavagem do dinheiro.


