Secretaria de Saúde reconhece gravidade
A cada 100 pessoas com suspeita de dengue na Capital, 13 estão com a doença. A estatística da Secretaria de Saúde de Rio Branco leva em consideração a média de casos registrados toda semana. Portanto, desde o início do ano, foram confirmados em média 50 casos.
O índice de infestação predial de Rio Branco ou seja, o percentual de imóveis com foco de dengue é de 4,23%. O número é considerado alto pelo Ministério da Saúde, que classifica a Capital como “situação de risco para uma epidemia” da doença. A meta da Secretaria de Saúde de Rio Branco é diminuir para pelo menos 2,5%, e, mesmo assim, vai ficar em situação de alerta.
“Toda cidade está coberta com agentes comunitários, fazendo visitas domiciliares e temos a intervenção muito forte em parceria com o governo do estado com a distribuição de caixas d’água. Considerando que 52% das larvas do mosquito da dengue estão nas caixas d’água ao nível do solo”, disse o secretário Oteniel Almeida.
Nesta terça-feira (27), o mutirão de combate à dengue aconteceu em bairros da Sobral Ayrton Sena, João Eduardo e Baixada do Sol. Como aconteceu em edições anteriores da Ação de Inverno, os agentes de endemias que conseguirem redução de infestação predial do mosquito, na sua área de atuação, vão receber gratificação de R$ 300.
Outra campanha simultânea desempenhada pela Secretaria de Saúde é contra a febre Chikungunya, uma doença viral parecida com a dengue que é transmitida pelo mesmo mosquito, o Aedes aegypti. A incidência da enfermidade é maior em países da Ásia, África e América Central.
Com a forte presença de imigrantes no Estado, as autoridades de saúde mantêm o protocolo único de acompanhamento dos estrangeiros. “Eles passam por triagem, acompanhamento de saúde onde são feitos exames e, se identificado agravo ou doença, são tratados”, explica Almeida.
O único estado da região Norte que registrou caso de dengue Chikungunya foi o Amapá. Uma pessoa viajou para a Venezuela e contraiu a doença naquele país.


