Sem calçadas, sem acesso a ônibus: o desrespeito como rotina
Maria Helena da Silva tem uma filha de 13 anos, cadeirante, devido a uma paralisia cerebral. Ela relatou à equipe de agazeta.net o drama que vive em função do transporte coletivo.
Ele tem uma rotina que comprova como as empresas não estão preparadas para obedecer à lei no que se refere ao direito de ir e vir do portador de necessidades especiais.
Ela mora no Conjunto Jequitibá. No local, transitam apenas dois ônibus e apenas um passa próximo ao Hospital das Clínicas. Caso ela pegue a outra o ônibus da outra linha com a filha para realizar qualquer tratamento ela precisa ir até o centro de Rio Branco.
Mas, esse não é o principal problema. Na manhã desta quarta-feira (13), Maria Helena precisava levar a filha ao dentista. Chegou ao ponto de ônibus às 7h40min esperando o coletivo que faz a linha Cidade da Justiça, que faz parada mais próxima ao hospital.
Às 9h., teve que desistir, pois o único ônibus que passou por lá até esse horário estava com a rampa de acesso ao cadeirante quebrada. “Meu sentimento é de muita revolta. Não é um favor. É um direito dela. Mas, é sempre assim. Quando precisamos, não temos um ônibus que o ‘elevador’ funcione”, denunciou.
A parada final, onde Maria espera o ônibus, fica a duas quadras de onde mora. Ela precisa andar pelo meio da rua mais de 500 metros porque as calçadas não apresentam condições adequadas para a cadeira de rodas trafegar.
Por telefone, falamos com a assessoria de comunicação da RBTrans, autarquia municipal que fiscaliza as empresas de ônibus em Rio Branco. Foi informado que 97% da frota da Capital está equipada com o acesso aos cadeirantes.


