Doze prefeituras do Acre participaram de uma videoconferência com a Defesa Civil Nacional para relatar a grave situação causada pelas enchentes nos municípios. Em Rio Branco, a elevação do rio é lenta, com um centímetro por hora, porém a expectativa é de que ultrapasse os 17 metros com a chegada da enxurrada vinda de Brasiléia, Xapuri e Capixaba, que afetará mais de 16 mil famílias na capital.
De acordo com o Coordenador Municipal da Defesa Civil de Rio Branco (Comdec), o tenente e coronel Cláudio Falcão, não existe previsão de melhora para os próximos três dias. A cada momento que passa, mais o nível do Rio Acre aumenta, com isso, mais pessoas, mais bairros e mais comunidades são afetadas.
“Não temos previsão agora, pelo menos para os próximos três dias, que essa situação melhore. Pelo contrário, se agrave ainda mais. Nós estamos nesse momento em uma velocidade de um centímetro a cada hora de aumento do rio Acre. E isso vai afetando mais bairros, mais comunidades rurais, mais pessoas, mais famílias que precisam ser removidas e abrigadas. Então tudo isso leva sim ao agravamento ainda maior”, explica o coordenador.
De acordo com Falcão, a Defesa Civil tem mantido abrigos em escolas e no Parque de Exposições, que deverá receber 350 famílias desabrigadas. Com a previsão do Rio Acre atingir os 17 metros, estima-se que 75 mil pessoas em Rio Branco necessitarão de assistência e abrigo. Diante dessa iminente necessidade, a Prefeitura já busca um novo local para a construção de mais abrigos, uma vez que o Parque de Exposições terá sua capacidade esgotada.
“O Parque de Exposições já está sendo bem ocupado. Nós estamos com mais novos abrigos fora do Parque de Exposições. Dado a diminuição do espaço do parque por novas construções que aconteceram na Expoacre passada, nós teremos menos espaço este ano para abrigar tantas famílias. Lembrando que em 2023 nós abrigamos 492 famílias, neste ano agora nós abrigamos menos famílias”, concluiu.
O trabalho de remoção das famílias afetadas pelas cheias segue em ritmo acelerado, à medida que o número de bairros atingidos aumenta com o avanço das águas. Durante a audiência com a Defesa Civil Nacional, os prefeitos solicitaram ajuda urgente para fornecimento de alimentos e água às famílias isoladas, bem como a manutenção dos abrigos já existentes.
A situação é de emergência e requer ações rápidas e eficazes por parte das autoridades municipais e estaduais para minimizar os impactos das enchentes e garantir a segurança e o bem-estar da população afetada.
Matéria em vídeo produzida pelo repórter Adailson Oliveira para a TV Gazeta


