Carlos Franco: se não for à vista, melhor esperar
Quem economizou no final do ano para gastar em janeiro está ganhando muito com as promoções típicas do período. As lojas estão com promoções que chegam a 70% de desconto, mas segundo os economistas, ainda é preciso frear os gastos para não comprometer o orçamento em ano de crise.
As vitrines estão mais convidativas do que nunca. Quem antes pesquisava etiquetas agora nem precisa entrar nas lojas. De fora é possível saber se dá ou não para comprar. Rio Branco, assim como em todo comércio varejista do país, está cheia de promoções.
O casal José Eloi e Cléia Moura fez o contrário do que a maioria dos consumidores. Deixou para comprar na melhor época do ano para os descontos. Hoje foi só parte do material escolar, mas outras compras vêm por aí. “A gente evitou comprar em dezembro para aproveitar esse mês as liquidações”, disse a estudante Cléia Moura.
Atraídos pela surpreendente caída dos preços, muita gente arrisca o limite do cartão de crédito e enforca o orçamento. Para o economista Carlos Franco, mesmo com descontos exagerados, é preciso avaliar bem antes de comprar.
O melhor mesmo, segundo ele, é pagar à vista. Se não tiver como pagar na hora, o mais indicado é esperar para adquirir o produto depois.
Franco avalia que as famílias brasileiras atentas à crise anunciada para 2015, estão reagindo positivamente no que diz respeito ao planejamento do orçamento. Para o economista, a tendência é que o consumo seja menor até o mês de junho, quando deve diminuir o cenário de incertezas. “A orientação é para que as pessoas tenham precaução principalmente na hora de se endividar”, disse.
Enquanto isso, os gerentes, que precisam bater metas, continuam otimistas, e não acreditam que a crise econômica vá afastar os consumidores. “Tem muitos clientes com medo da crise da possibilidade de alagar de novo, mas, mesmo assim, está dando para vender bastante”, garante o gerente de loja Herbert Farias.


