Nem setor de vestuário acredita em retomada do consumo
Com o país em crise, comerciantes do ramo de vestuário investiram menos nas compras para a Expoacre. Mesmo quem já trabalha no ramo acredita que a festa este ano para muitos consumidores será com os trajes do ano passado.
Cenário de pessimismo e consumo fraco. É esse o clima entre os comerciantes de Rio Branco, que trabalham com calçados, confecções e assessórios country. A Expoacre, maior festa agropecuária do Estado, começa na próxima sexta-feira (24). Por enquanto, os consumidores que tradicionalmente gostam de investir no visual country, desapareceram.
Prevendo a reação dos clientes, muitas lojas sequer mudaram a vitrine. Outras estão dando pouco espaço para o motivo sertanejo.
Em uma loja especializada, as botas, cintos, fivelas e chapéus, vendidos nessa época, principalmente para mulheres, estão saindo com muita dificuldade.
Mesmo com desconto de até 60% e possibilidade de parcelar as compras em 10 vezes o proprietário já sentiu as vendas caírem consideravelmente. No mês da Expoacre, em anos anteriores, o faturamento chegava a ser duas vezes maior comparado a outras datas comemorativas. Em 2015, a queda nas vendas se aproxima de 30%.
Diante dos tempos de crise, o perfil dos consumidores deve ser semelhante ao de Luciana do Nascimento. A estudante resolveu pesquisar. A jaqueta já está garantida. “Agora vou escolher um shortinho ou saia, vou passar em outras lojas, dar uma pesquisada”, disse.
Na loja onde Luciana conseguiu a primeira peça para compor o “look Expoacre”, a proprietária reduziu pela metade as compras deste ano. As prateleiras estão cheias dos artigos adquiridos nos primeiros meses de 2015 e para a Expoacre, ela teve que por o pé no freio.
“Devido a queda consumidores. Estão comprando menos por causa da crise que estamos passando”, explica Gessiane Magalhães. E esse tem sido o comportamento da maioria dos comerciantes. Diante da dúvida, é melhor não encher o estoque.


