Moradores pagam “imposto do crime”: R$ 50 por pessoa
Moradores do bairro Mocinha Magalhães denunciam o pagamento do “imposto do crime”: a taxa de R$ 50 por pessoa para que sejam garantidas “a segurança” das famílias na região.
A denúncia foi feita no programa Balanço Geral Acre. A produção do programa procurou a Polícia Militar. Por telefone, o representante da corporação, Major Messias, tentou desqualificar a denúncia, inclusive usando palavras ofensivas ao morador que denunciou a ação do crime organizado.
Cansado de pagar o ‘imposto do crime” (e já sem renda para manter o sustento da casa e do grupo criminoso), o homem procurou a TV Gazeta, já sem esperanças de encontrar amparo nas forças policiais.
Segundo a denúncia, a comunidade é, inclusive, proibida de procurar a polícia. O que justifica o fato de não haver nenhuma denúncia na delegacia da 4ª regional informando sobre o problema.
Qualquer crime cometido no Mocinha Magalhães é informado a uma pessoa de referência da facção criminosa que providencia soluções: o grupo investigar, age, julga e aplica a pena. É uma espécie de “Estado Paralelo”, já muito comum em outras regiões do país.


