A cada nova enchente, novo debate sobre resiliência
Toda vez que acontece um fenômeno natural extraordinário volta o debate a respeito da “resiliência”. As autoridades se atropelam nas canelas para resolver os problemas emergenciais, mas não assumem agendas estruturantes e com medidas de longo e médio prazos.
Ao contrário: na estrutura do poder público, entende-se que um gestor é tanto melhor quanto mais poder de operar no improviso tem; quanto mais rápida for a resposta para atender aquilo que é emergencial.
A elaboração de ações estruturantes, que consigam dar respostas eficazes em meio às tragédias é observada com desconfiança. A resiliência é um conjunto de ações, medidas, posturas que o poder público, comunidade e sociedade civil organizada devem elaborar para dar respostas rápidas em situações como a de Tarauacá, por exemplo.
Em uma situação de desastres naturais (enchentes, secas, terremotos etc) o que já está pronto para ser usado tendo como referência a preservação da vida? É essa resposta. A Defesa Civil sozinha não dá conta; o Corpo de Bombeiros sozinho também não; a sociedade civil tão pouco.
Uma pergunta que precisa ser respondida com responsabilidade: essa cheia era possível ser prevista? Caso essa possibilidade exista, então, alguém tem que ser responsabilizado. Caso fosse impossível prevê o repiquete, as instituições e organismos públicos devem estar preparados, em alerta e envolvendo a comunidade.
Há alguns sinais já previsto em calendário. Rio Branco, por exemplo, em dois meses, volta a ter o mesmo problema de todos os anos. Nesse janeiro de 2015, vai se perceber o efeito prático de ações públicas como a Cidade do Povo, no que se refere estritamente em retirar famílias de área de risco, que é uma medida prevista em manuais de resiliência.


