Dados estatísticos divulgados pelo Batalhão de Policiamento de Trânsito (BPTran) da Polícia Militar do Acre (PMAC) mostraram resultados satisfatórios em relação à atuação do serviço realizado pela unidade em 2023. Segundo os dados, foram realizadas mais de 3 mil operações, com 81 mil pessoas abordadas e mais de 16 mil testes do bafômetro.
A atual comandante do BPTran, tenente-coronel Cristiane Soares, que deixará o cargo nos próximos dias, considera os resultados positivos. Segundo ela, na maioria das vezes, as abordagens não revelaram situações graves. No entanto, em alguns casos, foi necessário realizar autuações.
“A gente teve, pelo Batalhão de Trânsito, mais de 81 mil abordagens. Isso significa que o condutor de veículo que foi parado teve um contato com o policial, um ‘bom dia’, um ‘boa tarde’, um ‘boa noite’. Foi verificado como estava a situação do veículo, como estava a situação do próprio condutor. Em algumas situações, a gente teve que fazer algumas autuações”, explicou Soares.
Segundo a comandante, das autuações realizadas, uma em cada cinco casos envolvia condutores alcoolizados, enquanto outra parte não possuía habilitação, o que representa aproximadamente 21% dos casos. Além disso, em uma reunião com o promotor do Ministério Público do Acre (MPAC), foi constatado que em 90% dos casos de custódia, os motoristas estavam embriagados.
“Agora de autuações que o Batalhão de Trânsito fez, ou o condutor estava sob influência de álcool ou não era habilitado. Foram 21% de todos os casos nessas situações. “, diz comandante
Além disso, a comandante destacou os principais fatores de risco identificados nas estatísticas, como condutores dirigindo sob influência de álcool, motociclistas utilizando celular, avanço de semáforo, falta de atenção e velocidade incompatível com a via. Ela ressaltou que a maioria das vítimas de acidentes são condutores de motocicletas.
“Então, 9 em cada 10 sinistros que tiveram vítimas estavam em motocicletas, quer seja passageiro, quer seja condutor. A grande maioria é comportamento de risco, o condutor dirige sob influência de álcool, motociclista com celular, avanço de semáforo, falta de atenção, velocidade incompatível com a via. Então, o que a gente verifica é que eles não cumprem a legislação de trânsito”, concluiu Soares.
Para o próximo ano, a meta do BPTran é intensificar as fiscalizações para os crimes mais comuns no estado, como alta velocidade, imprudência, pessoas não habilitadas e, principalmente, embriaguez.
Matéria em vídeo produzida pelo repórter Marilson Maia para a TV Gazeta


