Área esta à venda por R$ 280 mil
O maior ponto turístico de Xapuri fechou as portas. Em média, vão deixar de visitar a cidade, 150 turistas que procuravam conhecer a vida do líder seringueiro Chico Mendes, assassinado em 1988. O centro de memória Chico Mendes está à venda e a casa onde Chico morou e foi morto está fechada porque ameaça desabar.
O primeiro golpe aos dois imóveis foi a cheia histórica do Rio Acre desse ano, que quase cobriu as duas casas.
O centro de memória, que era uma espécie de museu, onde estavam em exposição os objetos pessoais de Chico Mendes está à venda por R$ 280 mil. O motivo não é mais a cheia, mas uma briga na Justiça envolvendo a família.
A primeira esposa de Chico Mendes venceu na Justiça uma ação que vem desde 1990. Ela deveria receber uma indenização da fundação Chico Mendes, que ganhou dinheiro com o filme “Amazônia em chamas” que contava a história do líder seringueiro.
Como a fundação não tem dinheiro para pagar, a casa foi penhorada. A filha do primeiro casamento, Ângela Mendes, disse que foi uma pena o museu ficar fechado, mas essa foi á única forma de cobrar uma dívida antiga.
“Era melhor que o museu continuasse no mesmo local, afinal é a história de Xapuri e de nosso pai, mas, infelizmente foi a saída encontrada para minha mãe receber a indenização”, explicou.
Segundo Ângela Mendes, uma saída seria o estado comprar o imóvel e manter o museu. “Assim os pertences do Chico Mendes voltariam à exposição e garantiriam o fluxo de turistas”, disse.
Os documentos, roupas e prêmios que estavam expostos na casa, estão com a presidente da fundação Chico Mendes, Ilzamar Mendes, a esposa de Chico quando ele morreu. Sem um local, vão ficar longe dos olhos dos turistas até que se busque uma solução.


