Estrutura da delegacia do Bujari é ruim
Durante esta semana, a delegacia do Bujari esteve no foco das atenções. Primeiro por que o delegado da unidade assumiu o caso do assassino do Antimary, que matou uma mulher e a filha dela de apenas 6 meses de idade.
Em seguida, o local que abrigou o criminoso foi invadido por cerca de 50 pessoas, que decidiram fazer Justiça com as próprias mãos. O assassino confesso foi morto com inúmeras facadas, ainda dentro da cela.
A partir de agora, tanto Ministério Público, quanto a própria Corregedoria da Polícia civil vão investigar se houve falha na segurança da delegacia. Detalhes como a cerca de madeira o ambiente vulnerável devem contar na hora da conclusão dos procedimentos.
Mas, no dia a dia da delegacia, distante apenas 23 quilômetros da Capital, tarefas essenciais são executadas com improviso, para dizer o mínimo.
O atendimento ao público deixa a desejar na entrada. O ar condicionado da recepção está quebrado há 5 meses. Existe também outro aparelho danificado em outra sala que aguarda concerto.
Outro problema não solucionado é uma viatura, que está com problema na direção hidráulica há um ano. A bomba de gasolina também está com vazamento e mesmo assim, os agentes, investigadores e delegado, caso precisem sair em diligência, é a opção que se apresenta.
A situação mais constrangedora é a falta de materiais de limpeza e consumo interno, que só entram na delegacia através da iniciativa dos próprios servidores. Uma vaquinha é feita toda semana, para que a limpeza seja garantida no estabelecimento e o cafezinho não falte.
O agravante está na falta de conexão com internet, que já dura três meses: os registros de ocorrência não ficam on line e estão sendo arquivados em programas comuns dos computadores.
O problema da falta de comunicação com internet também se estende ao prédio ao lado. Aqui fica o pelotão da Polícia Militar. Os policiais registram as ocorrências em blocos de papel e qualquer consulta de suspeito precisa ser feita por telefone ao Ciosp.
Segundo o delegado João Augusto Fernandes, os problemas são driblados com paciência pelos agentes e investigadores, mas acabam interferindo no trabalho do dia a dia.
“É uma dificuldade sem par. A internet faz muita falta. Fazemos registro em mala direta e a gente consegue via Ciosp algumas informações imprescindíveis para o início das investigações”, explicou.
De acordo com o delegado, todos os problemas existentes na unidade já foram relatados à Secretaria de Polícia Civil.


