Justiça aceitou juntar processos: de defesa e acusação
O processo que apura a morte do estudante Rafael Frota, assassinado por um policial federal em julho desse ano, ganha mais um capítulo na tentativa de buscar os culpados pelo crime.
O agente Vitor Campelo, que figura como réu na ação penal, também passou a ser vitima. A Justiça aceitou juntar os dois processos de defesa e acusação para que sejam julgados na mesma audiência.
Segundo a denúncia do MPE, antes de disparar o tiro que matou o estudante Rafael Frota, numa boate em dois de julho desse ano, o agente federal Vitor Campelo alegou que estava sendo agredido por dois homens. Para se defender, sacou a pistola e efetuou os disparos, um deles, inclusive, acertou a própria perna.
Os dois agressores: Nelciony Patrício de Araújo e Marcus Antônio de Souza Santos vão responder por lesão corporal contra a vítima Vitor Campelo, que por outro lado vai responder pela morte de Rafael Frota.
A defesa do policial federal disse que o estudante também era um dos agressores e alega a tese de legitima defesa. O advogado Wellington Silva, relatou que o exame do Instituto de Criminalística, apontou que havia a distância de um metro entre Rafael e o agente federal na hora do disparo.
“A empresa que contratamos fez novo exame e detectou que a distância era de apenas 40 centímetros, o que pode indicar a defesa que fazemos desde o início: o estudante estava junto com os outros rapazes que começaram a briga”, alegou.
O Ministério Público já tinha pedido a condenação de Nelciony e Marcus Antônio por lesão corporal, a defesa apenas fez a representação para que a acusação seja levada a frente. Para a defesa de Vitor Campelo, os ataques ao agente federal levaram o réu, e também vitima, a disparar a pistola, tirando a vida do estudante Rafael.
A família do jovem morto alega que Rafael não estava com os agressores do Policial Federal.


