Omissão do consulado e solidariedade dos colegas
Após 11 dias preso, acusado de causar um acidente de trânsito em Cobija, na Bolívia, o motorista brasileiro Moisés Evaristo de Souza Neves, finalmente, foi libertado. Neste período, dezenas de outros caminhoneiros fecharam a tranca Brasil/Bolívia (em Epitaciolândia) para pedir que ele fosse solto.
Todas as consultas e exames da vítima do acidente (uma mulher boliviana) foram pagos e, mesmo assim, a polícia do país vizinho manteve Evaristo preso. Depois de muita negociação, ele conseguiu a liberdade.
Segundo o caminhoneiro, ele só ficou sabendo do acidente quando a polícia boliviana chegou à empresa onde ele trabalha dizendo que ele havia batido em uma motocicleta e uma mulher havia morrido, o que não aconteceu.
“Eles chegaram lá e já tinham feito todo o trâmite, e colocaram homicídio por acidente grave gravíssimo. Fiquei muito nervoso. No presídio, os presos me trataram bem, me apoiaram, pois sabiam que era uma injustiça”, disse ele ao relembrar os momentos na prisão.
A soltura do brasileiro ocorreu após uma audiência de conciliação entre os envolvidos no caso. Mesmo assim, os caminhoneiros amigos da vítima informaram que, antes disso, os policiais bolivianos chegaram a pedir propina para soltar Evaristo. Agora livre, os amigos e familiares ficaram aliviados.


