O promotor de Justiça Tales Tranin, titular da 4ª Promotoria de Justiça Criminal da Comarca de Rio Branco, confirmou em entrevista à TV Gazeta, a denúncia de que o presídio de Segurança Máxima Antônio Amaro possui uma cadeira odontológica em condições precárias doada em 2012 e que nunca foi utilizada. Dessa forma, os reeducandos quando precisam de atendimento odontológico são deslocados para o Complexo Penitenciário Francisco de Oliveira Conde.
A denúncia foi feita pelos policiais penais, e após uma inspeção na unidade, o promotor de Justiça Tales Tranin confirmou pessoalmente o abandono da peça. A partir dessa constatação, o Ministério Público do Acre (MPAC) quer entender por que motivos que o estado não designou nenhum dentista para atender nessa unidade.
“Eu estou oficiando o Secretário Estadual de Saúde e também o presidente do Iapen para que eles tenham sensibilidade nesse sentido de designar pelo menos uma equipe uma vez por mês para atender aquela população do Santo Amaro, que hoje é por volta de uns 85 reeducandos”, explica Tranin.
O promotor explica ainda que, pelo fato da unidade não possuir um consultório odontológico em funcionamento, os policiais penas precisam realizar toda uma logística de risco. Eles saem com os detentos do Santo Amaro e levam até o dentista que atende no Complexo Penitenciário Francisco de Oliveira Conde.
“Como é público e notório o baixo efetivo de policiais penais, a gente coloca em risco esses profissionais. Acaba tendo uma iminência de risco de fuga, porque os reeducandos de Mossoró era do Santo Amaro. Então, logisticamente é mais fácil colocar um dentista no Santo Amaro para atender aqueles reeducandos do que fazer esse deslocamento”, acrescenta o promotor.
É preciso considerar ainda que, mesmo se o estado disponibilizar um profissional para atender na unidade, pelas péssimas condições da cadeira odontológica, ela vai precisar ser submetida a um serviço de manutenção, mesmo nunca tendo sido usada antes.
“Pelas fotos a gente percebe que está bem deteriorada. Vamos tentar ver se ainda conseguimos salvar esse equipamento”, finaliza Tranin.
Matéria produzida pela repórter Débora Ribeiro para TV Gazeta


