Deracre atrasa pagamento há dois anos
Motoristas de caminhões, caçambas em máquinas pesadas que prestam serviço para o Deracre prometem nova manifestação por falta de pagamento. A dívida do departamento com a categoria é de R$ 8 milhões e se arrasta há 2 anos. O governo afirma que vai continuar negociando, para garantir que parte do pagamento seja feito.
Mais uma vez, as entidades que representam proprietários de caminhões, caçambas e máquinas anunciam que vão promover protesto se o Deracre não atualizar o pagamento dos contratos terceirizados. A dívida inicial contraída até R$ 2015 era de R$ 11 milhões. Foram pagos R$ 3 milhões. Ainda restam R$ 8 milhões.
De acordo com o Sindicato dos Transportadores Rodoviários (Sintraba), a dívida foi parcelada, e nem assim, foi honrada. “A categoria está buscando que eles honrem com as parcelas que foram assumidas. Não queremos causar transtorno pra sociedade, mas o caos está se formando”, disse Júlio Faria, presidente da entidade.
Para quem depende do pagamento contratado para pagar funcionários, a situação é cada vez pior, afirma Josias Oliveira. “As pessoas que trabalharam nos equipamentos, funcionários da gente, nos cobram. Não trabalham mais, estão buscando outras coisas, porque não têm como sustentar a família”.
Segundo o diretor do Deracre, Cristovam Moura, queda na arrecadação e repasses específicos ao departamento prejudicaram o pagamento firmado com a categoria para outubro.
“A gente está em estudo com a equipe econômica para que se encontre uma solução dentro das possibilidades que o Estado tem pra gente negociar com a categoria. O diálogo está aberto e estamos a disposição pra conversar”, disse.
O diretor afirma que está aguardando resposta da Secretaria de Fazenda para saber qual valor pode apresentar para a categoria.
Em uma reunião ocorrida nesta quinta-feira (3), proprietários particulares de veículos, máquinas pesadas e entidades que representam o setor definiram os últimos detalhes de uma manifestação prevista para acontecer na próxima semana, simultaneamente na Capital e em cidades do interior onde o Deracre tem veículos contratados.
Não foi anunciado o dia, e nem mesmo o local de concentração nas cidades, mas a categoria afirmou que pretende fechar pontes e ruas com o mesmo número de veículos e máquinas, usados na última manifestação.


