A situação da biblioteca pública no centro de Rio Branco tem causado preocupação e desconforto entre servidores e frequentadores do local. A movimentação de moradores em situação de rua no interior do prédio tem assustado os funcionários, o que gera transtornos e prejudica o ambiente de estudo e pesquisa.
Diante desse cenário, a direção da biblioteca enviou um documento ao Ministério Público do Acre (MPAC) e à Secretaria de Segurança, para solicitar auxílio e orientação para lidar com o problema.
O aumento da presença de pessoas em situação de rua no interior da biblioteca tem gerado impactos negativos, tanto para o funcionamento do espaço quanto para a segurança e bem-estar de quem frequenta o local. Mesmo com a presença de seguranças na entrada, os indivíduos em situação de rua têm acesso livre e causam transtornos como sujeira nos banheiros, danos à estrutura e comportamentos inadequados.
Fotos enviadas mostram a utilização indevida dos banheiros, com relatos de necessidades fisiológicas realizadas no chão e desrespeito ao ambiente. Além disso, o comportamento agressivo e ameaçador de parte dos indivíduos em situação de rua tem impactado a rotina dos funcionários, que enfrentam desacatos e ameaças diariamente, inclusive por parte daqueles que usam tornozeleiras eletrônicas.
A situação se agrava com a diminuição do público que frequenta a biblioteca para estudos e pesquisas, gerando um clima de insegurança e desconforto para os usuários e funcionários. Eventos e atividades que costumavam ser realizados no espaço foram suspensos, o que compromete o funcionamento da biblioteca, que também abriga uma filmoteca.
O presidente da Fundação de Cultura Elias Mansour, Minoru Kimpara, destacou a necessidade de encontrar soluções para evitar o mal-estar causado pela presença de moradores em situação de rua no ambiente público. A reunião realizada com o promotor da Especializada em Defesa dos Direitos Humanos, Tales Ferreira Costa, indica a busca por orientações e medidas que possam garantir a segurança e o bom funcionamento da biblioteca.
“E deve sair um encaminhamento nos próximos dias. E, infelizmente, algumas pessoas acabam agredindo verbalmente os servidores da biblioteca que estão ali para atender e causar um mal-estar. Nós precisamos respeitar os moradores de rua, mas os moradores de rua também precisam respeitar as pessoas que trabalham nos órgãos públicos. Então, nós procuramos o Ministério Público para informar e trabalhar junto para algo que nós possamos fazer para evitar esse mal-estar”, explica Kimpara.


