Demanda é maior e direção pede doações
Com estaque abaixo do necessário, o banco de leite humano da Maternidade Bárbara Heliodora iniciou uma nova campanha para sensibilizar doadoras. Hoje o estoque só supre a metade da demanda, comprometendo a saúde de recém-nascidos que acabam tendo que tomar leite industrializado pela falta de leite materno.
A jovem mãe Caren Brito (20), acompanha dia a dia a luta pela vida, da pequena Rebeca Cristina, que nasceu prematura. Caren está com a filha na Maternidade há 20 dias. Nesse tempo o bebê ganhou um pouco de peso, mas quando nasceu pesava apenas 1,2 Kg.
Como não podia amamentar o filho, Caren contou com a ajuda do banco de leite da Maternidade Bárbara Heliodora, mas quando a criança ganhou um pouco de peso, teve que passar a receber leite industrializado. “Foi muito importante por que minha filha precisava muito. Eu queria ter bastante leite para dar pra ela e para as crianças que precisam”, lamentou.
Hoje o estoque do banco de leite da maternidade só pode atender bebês com peso abaixo de 1kg e meio. São recém nascidos que correm risco de morte e que de maneira nenhuma podem ser alimentados por leite industrializado. São coletados por mês apenas 16 litros de leite humano, quando o necessário seria pelo menos o dobro.
A técnica em enfermagem Margarethe Lago trabalha com orientações às mães que são candidatas à doação de leite. Ela explica, que a ajuda é muito importante para salvar vidas, já que muitas mulheres ficam debilitadas ao dar a luz ou o psicológico afeta a amamentação.
“Esses bebês são fora de tempo, então esse leite não vem assim, é preciso que a gente ajude a mãe na descida do leite. E quando a mãe está com o bebê na UTI ela fica fragilizada, nervosa, então esse nervosismo prejudica a descida do leite”, disse.
Segundo a profissional de saúde, o estoque atual é suficiente apenas para os bebês na UTI e abaixo de 1kg e 200g, mas o banco de leite da maternidade sonha com o momento em que o líquido tão precioso seja suficiente para todos os recém nascidos que precisem.
Para sensibilizar a doação, a equipe iniciou uma campanha. Margarethe explica como é fácil ajudar. “É só ligar. Uma instrutora vai na casa, leva o material para coleta, ensina como retira e quando está pronto é só ligar novamente que retornamos para coletar”, informa. O telefone para a mãe que deseja ser uma doadora é: 0800 647 10 60.


