Promotoria pontua falhas na execução do programa
Uma polêmica deu a tônica do primeiro encontro que discute a revisão do Plano Diretor de Rio Branco. A promotora de Justiça Méri Cristina, representando o Ministério Público Estadual, criticou as obras de conjuntos habitacionais que estão sendo construídos pelo Governo do Estado, que não usam a tecnologia correta para o esgotamento sanitário e, com isso, destroem o lençol freático e a água de qualidade do aquífero que fica no Segundo Distrito da Capital.
A crítica da promotora recai principalmente na construção do bairro Cidade do Povo. “Existe tecnologia que resolva esse problema do esgoto, mas, o que estamos assistindo são dejetos jogados nos rios e igarapés sem tratamento”, disse, revoltada.
O aquífero de Rio Branco, localizado no Segundo Distrito, pode ter água no subterrâneo que daria para abastecer a Capital por mais de 200 anos, mas, de acordo com a promotora, as construções impedem que a água da chuva reabasteça o aquífero e ele corre o risco de secar antes do tempo.
Foi com que esse discurso que a promotora Méri Cristina participou do primeiro debate para a revisão do Plano Diretor de Rio Branco que aconteceu no auditório da Federação do Comércio. O plano descreve as regras para construção e como a cidade pode e deve crescer.
O prefeito Marcus Alexandre informou que serão realizados mais de 100 encontros como esse, exigidos pelo MP, até a formação do texto que será enviado à Câmara de Vereadores.
O atual Plano Diretor tem nove anos. Nesse período, a cidade cresceu e as regras continuam as mesmas. “Só de veículos, houve um aumento de 90 mil carros e motos. São 60 mil moradores a mais. Se não houver uma organização, daqui a alguns anos não dará mais para urbanizar a cidade”, explicou.
Além das plenárias reunindo todos os setores da sociedade, a Prefeitura abriu uma página na internet para que a pessoas possam apresentar sugestões e propostas. Depois todas serão analisadas e podem fazer parte do texto que deve ser votado na Câmara no final do ano.


