Moradores não saem enquanto situação não for definida
Duzentas e oitenta famílias de Assis Brasil estão há mais de um ano em uma área invadida da prefeitura. São famílias de baixa renda, atingidas pela cheia do Rio Acre em 2012 e 2015. Cada uma delas está acomodada em lotes de 15mX50m. A área total tem 11 hectares, mas a região do assentamento é bem menor.
O problema está insustentável porque sem a definição do problema da terra os serviços públicos não chegam. Desta forma, o cenário de exclusão só aumenta o drama das famílias. A Prefeitura de Assis Brasil, na gestão de Eliane Gadelha, doou a área para a Associação dos Moradores da Reserva Extrativista Chico Mendes (Amopreab) por meio de uma lei, aprovada na Câmara de Vereadores.
Duas grandes enchentes depois, a herança caiu no colo do prefeito Humberto Filho (Dr. Betinho) que, até o momento, não tomou medidas práticas para resolver o problema. A garantia dos benefícios às famílias por meio da Amopreab não se concretizou nos quatro anos da gestão de Betinho.
O problema foi para na Justiça porque um cidadão (de nome não revelado) argumentou que a terra era dele e entrou na Justiça para reaver a área. Ontem, teve uma audiência de conciliação no Fórum da cidade, mediada pelo juiz da Vara Criminal da Comarca de Brasileia (com competência prorrogada para a comarca de Assis Brasil), Clovis Lodi. Não houve acordo e o problema continua.
O prefeito Humberto Filho já chegou a ir até Porto Velho, no comando da 17ª Brigada Militar de Infantaria de Selva (que hierarquicamente responde pela região de Assis Brasil) pedir uma área de terra do Exército para a construção de casas populares para atender às 280 famílias.
O Ministério Público também é outra instituição que ainda não se pronunciou publicamente sobre o problema. Enquanto isso, a comunidade diz que não sai da área invadida. Assessores do prefeito foram procurados pela equipe de reportagem, mas não retornaram ligações.


