Governo anuncia medidas emergenciais
Depois dos últimos casos de violência e roubos na Cidade do Povo (CP), a Secretaria de Segurança Pública anuncia novas medidas. Entre elas, está o aumento do policiamento ostensivo. A presença da delegacia itinerante no local e a aproximação com a comunidade.
Em coletiva de imprensa na manhã desta quarta-feira (14), o Secretário de Segurança Pública, Emylson Farias, anunciou medidas que serão adotadas no bairro para diminuir a violência e reprimir o crime.
Estavam presentes e também exemplificaram como serão as ações, o comandante da PM, Coronel Júlio César e o comandante do segundo batalhão, Major Ezequiel Bino.
Na noite anterior à coletiva, durante uma reportagem feita no bairro pela TV Gazeta, moradores denunciaram que casas estavam em situação de abandono, propiciando a ação de marginais. Em algumas delas, foi constatado que vários equipamentos estão sendo roubados, como portas e pias.
O secretário não comentou sobre as casas saqueadas, mas relembrou outro fato ocorrido no complexo habitacional. O caso do estupro a uma criança de apenas 7 anos de idade, ocorrido esta semana.
Segundo ele, esse tipo de crime é difícil de evitar, já que aconteceu dentro de uma casa, envolvendo um familiar. Contudo o secretário informou que a segurança será intensificada no empreendimento.
“Vamos estar sempre atentos, monitorando para evitar qualquer tipo de situação que venha desagregar na Cidade do Povo que tem que ser modelo, exemplo”, afirmou.
A presença da delegacia itinerante na CP foi uma das medidas anunciadas. A proposta da Polícia civil é identificar pessoas que estejam quebrando a paz no local. As instituições que compõem o sistema de segurança pública também se comprometeram em promover o diálogo com as lideranças comunitárias, com objetivo de prevenir a violência.
O Comandante da Polícia militar, Coronel Júlio César, disse que um oficial ficará a disposição da comunidade por 24 horas. Os policiais serão orientados a aumentar as rondas ostensivas. “Vamos implantar policiamento a pé e em conjunto com a Polícia Civil, intensificar a investigação”, disse.
Segundo o comandante do segundo batalhão, Major Bino, responsável pela área da Cidade do Povo, os registros policiais no local estão ligados a violência doméstica, roubos e perturbação do sossego. Ele ressaltou que os índices de roubos são considerados aceitáveis.
Para ampliar a sensação de segurança, o efetivo será dobrado, explicou o comandante. “Hoje contamos com 15 policiais militares, teremos pelo menos mais 15, que vem pra atuar no policiamento comunitário”, explicou.


