Desmaios, brigas, calor e confusão entre os correntistas
Na manhã desta sexta-feira, uma confusão generalizada aconteceu na agência da Caixa, no centro de Rio Branco. Clientes se revoltaram quando perceberam que algumas pessoas estavam sendo privilegiadas para entrar no banco que está em greve. O tumulto se formou e a polícia foi acionada.
Os bancários completaram nesta sexta-feira, 21 dias de greve. A situação dentro das salas de autoatendimento está cada vez mais insustentável e gerou confusão numa agência da Caixa de Rio Branco. Alguns clientes alegavam que chegaram ao banco por volta das 6 da manhã, com expectativa de ser atendido dentro da agência.
Uma lista foi feita para identificar quem estava sem cartão. Teria sido um pedido da própria gerente do banco que segundo os clientes se comprometeu em atendê-los. Mas por volta das 11 horas, a porta rotatória foi bloqueada e teria sido anunciada a suspensão do atendimento. O que motivou a revolta de quem estava esperando.
“Eu sou funcionária do Estado, recebi hoje meu pagamento e tenho contas a pagar. Estou sem meu cartão e como vou pagar minhas contas”, questiona a servidora pública, Edileuza Lima.
Com o calor da confusão pessoas passaram mal. Uma mulher desmaiou.
A polícia foi chamada para evitar quebra-quebra. Os militares ficaram em frente a porta rotatória, tendo que ouvir os gritos de reclamação.
Os clientes relataram ainda que a agência estava favorecendo algumas pessoas e excluindo outras, o que provocou mais indignação de quem aguardava.
“Tá com mais de três dias que estão entrando os empalitozados que são deputados, médicos, advogados. E a população carente? Somos nós que pagamos isso aí, e não merecemos nada”, disse o vigilante Horácio Oliveira.
O Sindicato dos bancários afirmou que estava ocorrendo seleção discriminatória de clientes e uma tentativa de desqualificar o movimento grevista. “Nos 23 primeiros dias de greve essa agência, não só ela, atenderam políticos, empresários, advogados em período especial, separado da população pobre”, afirmou um dos diretores do sindicato, Eudo Rafael Lima.
De acordo com o sindicalista, 50% do quadro de funcionários do banco estavam trabalhando, e o atendimento prioritário poderia ser realizado.
Nossa equipe pediu para falar com a gerente do banco e um dos policiais foi até ela. Na volta, ele explicou que a gerente sugeriu que procurássemos a superintendência da Caixa.
Sobre o assunto, a Caixa deu a seguinte explicação:
“Sobre a demanda que trata da ocorrência em frente à agência do banco, a CAIXA esclarece que, durante o movimento paredista, o atendimento será realizado de acordo com a disponibilidade de empregados em cada unidade. Nos casos em que o gestor decida abrir a agência, o atendimento será realizado em regime de contingenciamento, para não gerar tumulto nem sobrecarregar os funcionários que não aderiram à greve”.


