Apenas nove vítimas formalizaram denúncia
Até o momento, o delegado de Brasileia, Sérgio Lopes, só recebeu o depoimento de nove agricultores vítimas do sumiço do milho do silo graneleiro. A Polícia Civil precisa que as vítimas formalizem o depoimento o quanto antes. Desde setembro até agora, a estimativa é que tenham sumido 100 toneladas.
“Na realidade, não se sabe exatamente se foi furto ou se foi má gestão”, afirmou o delegado. “Por isso, é preciso reunir o maior número de elementos possíveis e os depoimentos das vítimas é fundamental. Elas precisam vir à delegacia, trazer a documentação de que fez o depósito do produto no silo e conversar conosco”.
A denúncia levada à tribuna da Assembleia Legislativa do Acre pelo deputado Antônio Pedro esta semana não expõe um fato novo. É a continuidade de um problema já denunciado em setembro deste ano quando os primeiros relatos foram feitos por agricultores do Alto Acre.
Os agricultores têm relatado com frequência que o milho supostamente roubado pode ter sido comercializado com granjas peruanas que utilizam o produto para a produção de suínos e frangos.
“Não é possível afirmar isso com segurança porque, para o ladrão, tanto faz vender no Peru ou em Rondônia”, explica Lopes. “Não foi ele quem plantou e quem colheu, então o que entrar de dinheiro é lucro. Ele vende por qualquer preço em qualquer lugar”.


