Somente hoje, já foram três execuções confirmadas
De janeiro a 16 de outubro desse ano o número de homicídios no Acre dobrou em relação ao mesmo período do ano passado. Foram 221 assassinatos e em 90% dos casos as mortes são tratadas como execuções, onde os matadores nunca são presos ou reconhecidos.
Rio Branco concentra 60% das mortes. Para o coronel PM Marcos Kinpara, a guerra entre as facções fez esse número aumentar, e esse tipo de crime é quase impossível de a polícia evitar. “A gente trabalha, investiga, mas as quadrilhas se organizam de uma forma que é complicado evitar esses assassinatos”, lembrou.
Quando usamos o ano passado como referência, os homicídios cresceram quase o dobro. A média chega a 30 assassinatos por 100 mil habitantes. Nos últimos quatro dias, 12 pessoas foram mortas com características de execução, um número que não para de crescer depois que facções rivais começaram a disputar por espaços.
“Muitos jovens que se envolveram nesses grupos agora passam a fazer parte de uma lista de pessoas marcadas para morrer”, completou Kinpara. A maioria é jovem que está perdendo a vida de forma brutal.
São tantas mortes em Rio Branco que os casos parecem comuns e logo os nomes das vítimas são esquecidos, porque sempre estão surgindo novas vitimas. Vidas interrompidas que viram estatísticas. Apesar de os números serem frios, ajudam a entender o universo de assassinatos que tomou conta da capital e interior.


