Economia de água deve continuar, alerta Depasa
Após dois dias de chuvas no Acre, o ar mudou, as cortinas de fumaça desapareceram e veio o frio que amenizou o forte calor dos últimos dias. Mas quem entende do assunto afirma que a seca volta com força nos próximos dias e a população deve continuar economizando água por que as chuvas não mudaram a situação de crise hídrica que o estado enfrenta.
O principal benefício que as chuvas dos últimos dias trouxeram foi em relação ao risco de fogo. Os mapas mostram que esse fator diminuiu. Isso é o que informa a diretora técnica do Instituto de Mudanças Climáticas do Acre (IMC), Vera Reis.
Todos os dias ela e uma equipe monitoram as condições do rio e do tempo para informar aos gestores das instituições que fazem parte da Defesa Civil Estadual.
De acordo com as previsões de instituições nacionais ligadas a meteorologia, sabe-se, por exemplo, que agosto não será um mês chuvoso. “Provavelmente a gente vai ter outra entrada de umidade a partir do dia 16 e 17 de agosto, mas nada significativo pra época”, afirma Vera Reis.
Outro benefício que as águas trouxeram foi o aumento da umidade relativa do ar que estava com índice em média de 30% e passou para 54%, na capital. Em Cruzeiro do Sul, a umidade relativa do ar chegou nesta quarta-feira a 70%. Depois da chuva uma frente fria, amenizou o calor de até 35 graus enfrentado nos últimos dias. Segundo Vera Reis, a friagem vem acompanhada da conhecida estiagem.
“Ainda não é o suficiente para amenizar a situação. Devemos continuar tomando as mesmas medidas que vínhamos adotando antes em razão de que sempre após uma frente fria você tem ventos, possibilidade de maior seca e o risco de fogo podem aumentar a voltar”, explica a diretora.
Com as chuvas dos últimos dias, o nível do rio Acre subiu 3 centímetros nesta quarta-feira, não sendo portanto suficiente para amenizar a crise hídrica.
“Nós pedimos que as pessoas não relaxem. Precisamos continuar vigilantes, consumo consciente. Esqueçamos lavar carro, calçada, qualquer coisa do gênero por que o momento é de muita dificuldade”, disse o superintendente do Depasa, Miguel Félix.


