Petições eletrônicas deveriam agilizar serviço
Advogados reclamam do sistema de peticionamento eletrônico que há dias está apresentando problemas. Sem comunicação e instável, o sistema irregular gera transtornos no dia a dia dos profissionais.
Segundo a vice-presidente da OAB e integrante da comissão de Tecnologia e Informação da entidade, Marina Belangi, o sistema de peticionamento eletrônico do Tribunal de Justiça está apresentando instabilidade desde a última segunda-feira. Na verdade, esta semana o problema ficou mais complicado. Mas, desde que foi implantado, é alvo de reclamações.
“Essa constância de indisponibilidade prejudica o atendimento aos clientes. Fica difícil dar pareceres, analisar processos. Os prazos se estendem mais ainda, há demora na tutela”, explica a advogada.
De acordo com o presidente da OAB, Marcos Vinícius, a velocidade da internet e a eficácia de serviços eletrônicos na região Norte são precárias e a categoria foi obrigada a conviver com mais um transtorno, a partir da virtualização dos processos.
“A OAB tem uma visão crítica da forma como o CNJ implementou o processo eletrônico, sem ouvir a advocacia, sem ter feito de forma transitória, paulatinamente. Hoje é mais um desafio, fora a profissão estressante, já que o advogado lida com direito das partes, liberdade, é mais uma missão”, comentou.
A virtualização dos processos foi concluída em dezembro de 2014 e se efetivou com a proposta de facilitar o dia a dia jurídico, mas como se vê, provoca efeito contrário.
Segundo a assessoria de comunicação do Tribunal de Justiça, esta semana houve uma paralisação no sistema para atender novas regras do Código de Processo Civil. A atualização iniciou no mês de março e até agora ocorreu em etapas, sendo esta última a mais pesada.
Contudo, a área de informática esclareceu que a interrupção aconteceu em alguns horários do dia e já foi resolvida. O portal do TJ informa os horários onde houve indisponibilidade e canais de atendimento ao advogado.


