Improviso: veículo abastecido no meio da rua
A Associação dos Militares do Acre (Ame) denuncia o racionamento no uso de combustível. As viaturas estariam rodando com quantidade limitada de combustível por falta de pagamento. A Ame também expõe as más condições do quartel da PM na Vila do Incra (Distrito de Porto Acre).
Na tarde da última segunda-feira (1), por volta das 15h na esquina do Pronto-Socorro de Rio Branco, uma viatura da PM “ficou no prego” por falta de combustível. O veículo foi reabastecido de maneira improvisada no meio da rua.
Uma situação que poderia passar despercebida, não fosse a grave denúncia da Associação dos Militares. Segundo o presidente da entidade, os policiais militares estão sendo obrigados a racionar o uso do combustível. Cada viatura só pode ser abastecida com apenas dez litros e no período de 24 horas.
De acordo com o presidente da Ame, Joelson Dias, o posto de gasolina responsável pelo abastecimento da frota de veículos da PM foi obrigado a limitar o abastecimento dos veículos oficiais, pois está há dois meses sem receber o pagamento por parte do Governo do Estado.
“De fato está acontecendo o racionamento de combustível. Lamentamos muito pela sociedade: dez litros que vier a ser colocado numa viatura, infelizmente vai fazer com que parte da nossa cidade fique sem a presença da Polícia Militar”.
Ainda de acordo com o representante dos militares, o valor da dívida com o posto já passa dos R$ 300 mil. Dias também critica o Governo do Estado pelo corte de R$ 100 mil do orçamento da Polícia Militar.
“A Polícia Militar que já passava por grandes transtornos no ano passado. Esse ano, a gente acredita que vai passar por transtornos ainda maiores”.
A associação também denuncia as más instalações do quartel da Polícia Militar na Vila do Incra. A equipe da TV Gazeta que foi ao local não foi autorizada a entrar no prédio, mas do lado de fora é possível ver rachaduras na parede, sem falar das madeiras de sustentação tomadas por cupins.
Segundo o vice-presidente da Ame, Subtenente Silva Neto, os servidores que trabalham na Vila do Incra são obrigados a deixar o imóvel em dias de chuva e vento forte tendo em vista as más condições do prédio do local.
“Segundo informações dos meus companheiros de farda, quando vem chuva forte eles se abrigam em outros prédios aqui na frente e abandonam o quartel. Então nós pedimos ao secretário do governo que veja isso com carinho, porque é algo muito sério. Segurança não é brincadeira, não”, pontua.
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